Eu me dou o prazer de
tomar milk shake
sabor abacaxi francês com menta,
sentindo a doçura e o frescor
escorrerem pela minha garganta.
domingo, 7 de novembro de 2010
Sensação Prazerosa II
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
We Get On
Eu nem invento coisas sobre nós dois, isso seria insanidade
Eu nunca passo na frente da sua casa pra ver se você está lá
Eu nem tenho uma opinião sobre a vadia que você ainda está saindo
Eu nem conheço a sua rotina
Eu não reconheço mais o seu rosto
Mas eu tenho que admitir que ainda existe uma parte de mim que acha que nós deviamos ficar"
(Kate Nash)
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Hora da Faxina
Entradas de cinema, que o tempo tirou as escritas e só deixou um papel amarelo e mal cheiroso, fitas de braços que eram usadas em shows como identificação de que você pagou a entrada, e muitas das fitas você ja nem lembra mais de quais shows eram. Cadernos da escola, que você guardou até os dias de hoje pensando que poderiam ser úteis, mesmo sabendo que você nunca mais iria abrí-los para estudar ou refrescar a memória. Papel de bala, isso é coisa de gente de quinta série, mas você ainda tinha uns guardados, haviam lembranças neles, mas qual lembranças?, é você também ja não lembra mais, foram tantas balas ja comidas.
Cartas de pessoas que você ja não sabe mais a fisionomia, livros didáticos, que só ficaram com você por que era o ultimo ano do livro no colégio, e no fim quem teria que ficar com o peso deles na mala no ultimo dia de aula? Você e seus colegas de classe.
Objetos de televisão, geladeira, bicicleta, etc, etc, etc, que estão ali só ocupando espaço, tudo novo e esses objetos velhos ali. CDs estragados, VHS mofados e sem mais condições de uso.
Aos objetos que ainda são úteis, novos lugares, mais espaço e tudo limpo. Sem contar que agora o quarto parece gigante e outras lembranças poderão ser amontoadas ali, até chegar um outro dia de alguns anos à frente - bem à frente - e a faxina ser feita novamente.
Foi encontrado de tudo um pouco, lembranças guardadas por tanto tempo, que ao passar dos anos só ocuparam espaços e perderam seus valores, a faxina é feita não apenas na parte física, mas sua mente também passou por ela. O que, particularmente, acho algo extremamente bom, mais espaço para novas lembranças, novos valores, e quem sabe esses novos sejam eternos até o fim.
É sempre bom mudar, limpar, renovar, reencontrar o antigo que agora é novo e se adaptar para depois recomeçar o ciclo e se adaptar de novo, e de novo, e de novo...
sábado, 21 de agosto de 2010
You and Me
Não estão saindo direito
Eu estou tropeçando nas palavras,
Você deixou minha mente girando
Eu não sei pra onde ir daqui
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você (...)"
(Lifehouse)
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Descanso ao ser
Acordar sem planos, simplesmente vestir uma roupa leve em um dia de primavera e sair sem rumo, em busca apenas da brisa.
Deitar no gramado e olhar o céu, ficar procurando desenhos nas nuvens.
Sentir o beijo quente do sol no rosto, no corpo, na alma.
Segurar seu calçado e sentir o chão na sola dos pés. E dançar.
Dividir o momento com alguém.
Cantar uma música antiga e rir.
Imaginar um conto de fadas que nunca antes foi pensado. Ser diferente.
Doar carinho, cafunés, beijos, abraços, olhares...
Doar-se.
Não pensar no tempo.
Nem no fim, ou o fim de uma outra maneira.
Como ja diziam "e o fim é belo incerto depende de como você vê".
Enxergar o fim como o começo.
Dizer boa noite, deitar, pensar, dormir, sonhar.
Ouvi o som do silêncio e a voz do inconsciente.
Deleite no mundo dos sonhos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Nada de adeus, até logo
a vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar (...)"
(Maria Rita - Encontros e Despedidas)

Nossas lembranças estão guardadas dentro de uma caixa de papelão, todas elas, as cartas trocadas constantemente, tudo. E você partiu e deixou um vazio, apenas a brisa soprando de leve os rostos, as folhas das palmeiras, a cidade rotineira.
Passados alguns anos, você retorna, eu sabendo da notícia corro até sua casa e faço uma visita surpresa. Nos abraçamos intensamente, voltamos a nos falar como antigamente e percebemos que a distância e a falta de contato não mudou absolutamente nada entre nós.
Aquelas meninas de 12 anos ainda vivem! Mais maduras, com mais responsabilidades, porém as mesmas sonhadoras.
Abrimos a caixa da memória e rimos dos fatos ali encontrados. A caixa de papelão também foi aberta e as cartas foram todas lidas. A sensação de "Eu escrevi isso?" era inevitável, e rimos ainda mais. Fizemos planos, houve alguns imprevistos, mas sempre estavamos nos encontrando e colocando as conversas em dia, deixando a par todas as novidades, dúvidas, sonhos, romances, cotidiano e futuro por assim dizer.
Fui pega desprevinida quando veio a noticia da sua nova partida, mas essa seria daqui alguns meses...e esses meses passaram. Hoje a "ficha cai" de como o tempo voou.
Em breve vou vê-la, e não será para conversas costumeiras, e sim para a despedida. Não sei se estou preparada ainda. Sei que as pessoas mudam, e se mudam, mas dessa vez a partida será mais doída que a primeira vez.
Seja como for, sei que nada vai mudar entre nós, a distância será um breve detalhe. Ja provamos que amizade como a nossa nada destrói. Nem o tempo.Mas vai deixar saudades...e eu te amo.
