Percebi que ter uma personalidade tranquila - ao extremo - as vezes é bom, mas existem certos casos que seria melhor ter um pouco de "agressividade" nas atitudes, pelo menos para se defender das acusações mal colocadas sobre sua pessoa.
Ser tranquilo poupa certos climas desagradáveis e desentendimentos entre conhecidos, mas não é fácil ser assim.
Você engoli muitas coisas, muitas mentiras, leva muitas bofetadas na cara e não percebe, não percebendo você não reclama, acha graça e entra na brincadeira.
Minutos depois pára pra pensar em tudo o que foi dito, e se dá conta do que disseram sobre você, sendo assim, fica inconformado, se irrita por dentro e tem vontade de jogar umas verdades na cara da pessoa que mal julgou-lhe.
O pior - e melhor - é saber o que as pessoas acham de você, dê um pouco de álcool que a verdade sai. Descobri muita coisa em uma hora de conversa.
Papo vai, papo vem e descobri que sou uma alcoólatra e uma má influência! QUE ABSURDO! O pior é saber que NÃO ME DEFENDI DESSES INSULTOS ORDINÁRIOS SOBRE MINHA PESSOA!
Como eu posso ser tão tranquila? Tão lerda, a ponto de só perceber as coisas 'meio século depois'? É ingenuidade demais, só pode.
Cheguei a essa conclusão: as vezes tranquilidade atrapalha. E muito.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Questionando o presente
Sinceramente, eu não gosto do período pré TPM. Eu fico muito mais sentimental aos acontcimentos em minha volta. Choro por qualquer motivo, me emociono com qualquer coisa. Esta certo que ja sou uma mateiga derretida por natureza, mas nesses períodos os sintomas aguçam.
Escrevo isso por aconteceu algo triste, justamente nessa semana frágil.
Parei pra pensar sobre meu passado, quando morava numa casinha de madeira, do outro lado da cidade, longe de tudo. Eu era uma criança muito ligada à minha vizinha e aos outros moradores que ali pertinho moravam.
Havia um menino que junto comigo brincava, ele tinha quase minha idade, talvez um ou dois anos mais velho, e era com ele que eu dividia minhas tardes, praticamente TODAS as tardes. Foi esse garoto que deixou um dos meus dedos do pé diferente dos outros, graças a um tijolo jogado proporcionalmente nele. Conto esse detalhe por que, parece bizarro, mas tenho orgulho dessa lembrança, talvez por ser uma das poucas - dessa época -que ainda vivem na minha memória.
Lembrei dele numa dessas tardes e quis saber o que esta acontecendo presentemente com ele, descobri que o moço se envolveu com drogas, e o tráfico esta acontecendo na sua residência, não faço idéia de onde ele mora atualmente, só sei que é com a sua mãe, uma pessoa super querida, que tenho maior carinho e respeito.
Fiquei pasma com a atitude tomada por ele para definir seu destino. Como pode uma pessoa que brincou com você, passava as tardes com você, se alimentava na mesma mesa que você, hoje esta num caminho tão impróprio?
O que piora a situação é saber que ele foi avisado por pessoas que o amam sobre o futuro se ele continuar onde esta "só tem dois lugares onde você pode parar: cadeia ou cemitério!" e mesmo assim ele não desistir. Parece gostar de ferir aos que querem o seu bem.
Sabendo de tudo isso parei, sentei, refleti e chorei. Até eu que sou um passado distante fui afetada com o presente de alguém que ja não faz parte mais da minha vida.
A manteiga derretida aqui dissolveu de vez, mas só por alguns dias, logo mais tudo em minha mente volta ao normal e meu estado emocional melhora, e tudo volta como sempre foi, tanto no exterior quanto no interior.
Escrevo isso por aconteceu algo triste, justamente nessa semana frágil.
Parei pra pensar sobre meu passado, quando morava numa casinha de madeira, do outro lado da cidade, longe de tudo. Eu era uma criança muito ligada à minha vizinha e aos outros moradores que ali pertinho moravam.
Havia um menino que junto comigo brincava, ele tinha quase minha idade, talvez um ou dois anos mais velho, e era com ele que eu dividia minhas tardes, praticamente TODAS as tardes. Foi esse garoto que deixou um dos meus dedos do pé diferente dos outros, graças a um tijolo jogado proporcionalmente nele. Conto esse detalhe por que, parece bizarro, mas tenho orgulho dessa lembrança, talvez por ser uma das poucas - dessa época -que ainda vivem na minha memória.
Lembrei dele numa dessas tardes e quis saber o que esta acontecendo presentemente com ele, descobri que o moço se envolveu com drogas, e o tráfico esta acontecendo na sua residência, não faço idéia de onde ele mora atualmente, só sei que é com a sua mãe, uma pessoa super querida, que tenho maior carinho e respeito.
Fiquei pasma com a atitude tomada por ele para definir seu destino. Como pode uma pessoa que brincou com você, passava as tardes com você, se alimentava na mesma mesa que você, hoje esta num caminho tão impróprio?
O que piora a situação é saber que ele foi avisado por pessoas que o amam sobre o futuro se ele continuar onde esta "só tem dois lugares onde você pode parar: cadeia ou cemitério!" e mesmo assim ele não desistir. Parece gostar de ferir aos que querem o seu bem.
Sabendo de tudo isso parei, sentei, refleti e chorei. Até eu que sou um passado distante fui afetada com o presente de alguém que ja não faz parte mais da minha vida.
A manteiga derretida aqui dissolveu de vez, mas só por alguns dias, logo mais tudo em minha mente volta ao normal e meu estado emocional melhora, e tudo volta como sempre foi, tanto no exterior quanto no interior.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Oh, Captain! My, Captain!
"Não lemos nem escrevemos poesia porque é bonitinho.Lemos e escrevemos poesia porque somos humanos.
A raça humana esta repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo.
Mas a poesia, beleza, romance, amor...é para isso que vivemos."
(Sociedade dos Poetas Mortos)
sexta-feira, 5 de março de 2010
Não posso mentir
Não posso mentir dizendo que
Quando te vejo, nada sinto.
Não posso mentir dizendo que
Quando me toca, o coração não dispara.
Não posso mentir dizendo que
Quando me beija, não vejo a hora de parar.
Não posso mentir. Não posso.
Pois quando te vejo quero sair correndo para te abraçar.
Pois quando me toca me sinto segura, só de sentir suas mãos entrelaçadas nas minhas.
Pois quando me beija o tempo para, tudo se cala
E eu me sinto a mulher mais feliz do mundo.
Não posso mentir.
Não tem como esconder que te quero ao meu lado, a todo o momento.
Quando te vejo, nada sinto.
Não posso mentir dizendo que
Quando me toca, o coração não dispara.
Não posso mentir dizendo que
Quando me beija, não vejo a hora de parar.
Não posso mentir. Não posso.
Pois quando te vejo quero sair correndo para te abraçar.
Pois quando me toca me sinto segura, só de sentir suas mãos entrelaçadas nas minhas.
Pois quando me beija o tempo para, tudo se cala
E eu me sinto a mulher mais feliz do mundo.
Não posso mentir.
Não tem como esconder que te quero ao meu lado, a todo o momento.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Tanto tempo assim?!
Ano novo ja chegou e o "Fonte da Paciência" nem estava sabendo disso.
Confesso que até fiquei surpresa em... Caramba, tanto tempo assim?!?!?!
A ultima postagem foi mesmo em Novembro/2009?
Pelo menos é o que diz o "Baú".
Acho melhor acreditar, né. Essa tecnologia é toda organizada e lá lá lá.
Então que 2010 seja um ano de muitas atualizações constanto poemas, sentimentos, verdades, indignações, entre outras letras unidas que surgem por aqui.
Confesso que até fiquei surpresa em... Caramba, tanto tempo assim?!?!?!
A ultima postagem foi mesmo em Novembro/2009?
Pelo menos é o que diz o "Baú".
Acho melhor acreditar, né. Essa tecnologia é toda organizada e lá lá lá.
Então que 2010 seja um ano de muitas atualizações constanto poemas, sentimentos, verdades, indignações, entre outras letras unidas que surgem por aqui.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mudança de novo
Mudando o rumo das coisas novamente. Será que agora vai virar rotina a cada ano uma mudança?
Estou deixando a faculdade, agora falta uma semana para terminá-la e entrar em férias, no meu caso, férias definitivas de publicidade e propaganda.
Não digo que foi um ano perdido, pois conheci pessoas, professores, livros, conceitos maravilhosos, e posso dizer que com tudo isso minha mente se abriu muito e me fez enxergar que os conceitos que construi - nesse um ano de faculdade que complementou e muito minha personalidade - são contrários de manipulação.
Eu diria que aprendi a me defender da mídia, a não cair nas suas armadilhas, questionar o que é real, e que não tenho forças e nem condições de criar desejos nas pessoas, fazer as pessoas se iludirem com uma 'felicidade', satisfação que será sempre incompleta, por que a mídia sempre busca novos produtos para fazermos-nos consumir mais e mais.
Ainda não defini o que realmente quero, tenho muitos planos, e tenho que ver qual é mais 'fácil' de ser realizado. Quem sabe Palhoça, ou Joinville mesmo. Preciso analisar tudo com muita cautela.
Acho que preciso de um pouco de sorte! Bola pra frente.
Estou deixando a faculdade, agora falta uma semana para terminá-la e entrar em férias, no meu caso, férias definitivas de publicidade e propaganda.
Não digo que foi um ano perdido, pois conheci pessoas, professores, livros, conceitos maravilhosos, e posso dizer que com tudo isso minha mente se abriu muito e me fez enxergar que os conceitos que construi - nesse um ano de faculdade que complementou e muito minha personalidade - são contrários de manipulação.
Eu diria que aprendi a me defender da mídia, a não cair nas suas armadilhas, questionar o que é real, e que não tenho forças e nem condições de criar desejos nas pessoas, fazer as pessoas se iludirem com uma 'felicidade', satisfação que será sempre incompleta, por que a mídia sempre busca novos produtos para fazermos-nos consumir mais e mais.
Ainda não defini o que realmente quero, tenho muitos planos, e tenho que ver qual é mais 'fácil' de ser realizado. Quem sabe Palhoça, ou Joinville mesmo. Preciso analisar tudo com muita cautela.
Acho que preciso de um pouco de sorte! Bola pra frente.
domingo, 25 de outubro de 2009
Platônico
Era uma noite que não prometia muito, apenas algumas bandas tocando músicas diversas, pessoas sorridentes ao redor e cerveja. Nada além do costumeiro.
Foi quando me encostei no balcão e fiz meu pedido. Ali do meu lado apareceu um sujeito que antes nunca tinha visto, ou pelo menos nunca havia reparado. Jamais imaginei que a partir daquele momento, o sujeito tornaria-se um alguém, digamos, importante.
A noite terminou e o moço ficou ali parado nas minhas lembranças, fui embora sem saber se o veria novamente.
Passado alguns dias, sem nada novo, eu o vejo. Aquele friozinho na barriga surge, pensei comigo "Nada de nervosismo!", e foi tudo tranquilo, a única diferença foi que o sentimento platônico cresceu. Isso até um determinado momento é muito bom. Até um determinado momento. E mais uma vez fui embora só com as lembranças da noite costumeira.
Já se passaram dias, meses, sua fisionomia some das minhas lembranças, fico me consumindo com o pouco que ainda resta.
Tento dizer algo, mas não tenho nada para dizer. Tento fazer algo, mas nada é adequado. Fico me preocupando, tentando adivinhar seus pensamentos, saber se estou correta com os meus atos. Mas nada é respondido. Nada.
Sem nada previsto para o futuro, fico à esperar, querendo saber se um dia pode dar certo. Eu desisti de tentar agilizar ou fazer com que o tempo proceda ao meu favor.
Acho que a coisa certa a fazer é esperar mesmo. Assim espero.
Esperando...
Foi quando me encostei no balcão e fiz meu pedido. Ali do meu lado apareceu um sujeito que antes nunca tinha visto, ou pelo menos nunca havia reparado. Jamais imaginei que a partir daquele momento, o sujeito tornaria-se um alguém, digamos, importante.
A noite terminou e o moço ficou ali parado nas minhas lembranças, fui embora sem saber se o veria novamente.
Passado alguns dias, sem nada novo, eu o vejo. Aquele friozinho na barriga surge, pensei comigo "Nada de nervosismo!", e foi tudo tranquilo, a única diferença foi que o sentimento platônico cresceu. Isso até um determinado momento é muito bom. Até um determinado momento. E mais uma vez fui embora só com as lembranças da noite costumeira.
Já se passaram dias, meses, sua fisionomia some das minhas lembranças, fico me consumindo com o pouco que ainda resta.
Tento dizer algo, mas não tenho nada para dizer. Tento fazer algo, mas nada é adequado. Fico me preocupando, tentando adivinhar seus pensamentos, saber se estou correta com os meus atos. Mas nada é respondido. Nada.
Sem nada previsto para o futuro, fico à esperar, querendo saber se um dia pode dar certo. Eu desisti de tentar agilizar ou fazer com que o tempo proceda ao meu favor.
Acho que a coisa certa a fazer é esperar mesmo. Assim espero.
Esperando...
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